(O Céeu borrou a cor)
ligar o chuveiro com dedo cortado, doi muito, falar pra 500 pessoas, da medo, mas ver aquilo que você mais queria ver, vindo em sua direção, abrindo os braços, faz com que sua alma deixe de pertencer ao seu corpo, ou melhor, que sua alma passe a ser o seu corpo, deixando bem claro aquilo que voce guardou por tanto tempo, ter que sentar pra não cair, não conseguir dizer nada em meio de lagrimas."sentiu minha falta?" - nao, só estou chorando porque voce não trouxe meu ovo de pascoa, parece que perco meu senso de seriedade nessas horas, morro por dentro, sou ironica por fora, mas agora, só ficou o vazio, e um cheiro no meu pulso, esse cheiro me parece novo, talvez eu não me apegue a esse novo cheiro, assim como não vou mais gravar cds, nem falar coisa como "são as etrelas que andam, e nao as nuvens" nao usarei mais molletons, e nem perguntarei porque é tão bom abraçar, não farei mas nada que depois me trara lembranças porque, encerro aqui, a, o meu apego pelas coisas que me lembram o que preciso esquecer.
Ele estacionou o carro do outro lado da rua. eu sai na porta; senti os olhos ardendo por
causa do contado das lagrimas com o rimel; quando me vi, já estava lá, abrçada com ele.
girando como uma galaxia ou um carrossel eu não sentia o chão, não havia um chão, só havia
borboletas no estomago, dormencia nos pés, um olhar de criança na vitrine de brinquedos, e
um coração que parecia que ia sair pela boca, emfim se passaram os 120 segundos em que me
senti perdida e encontrada.